segunda-feira, 1 de março de 2010

Expressões populares brasileiras

“Quebrar um galho”? Já ouviu esse? E “ovelha negra”? Claro que já escutou alguém falando este ditado. “Colocar a mão no fogo” e etc. Se você for esperto, já deve ter notado que vamos conhecer a origem destas frases tão conhecidas. Por que não começar pela primeira que eu escrevi? Então, vamos lá:

Quebrar um galho: Quando alguém ajuda o outro, ou o tira de alguma situação terrível, muitos falam que “fulano quebrou um galho pra mim”. Pois bem, a explicação pode parecer bem estranha para os que vão ler, mas um dos significados da palavra galho é “conjunto de riachos que se reúnem para formar um rio”. Para aqueles que viajam neste rio, “quebrar um galho” quer dizer abrir caminho em um afluente de rio para desembocar mais rápido no rio principal.
Ovelha negra: Ao contrário da anterior, esta frase é utilizada em diversos países! Esta frase serve para designar alguém que se destaca de um grupo de indivíduos, assim como faz uma ovelha preta no meio do rebanho de ovelhas brancas. Isso é atribuído também a antiga crença de que animais pretos são representantes em carne e osso do demônio, ou do mal em si. Na idade média (tempo em que Deus tirou férias), muitos animais de cor preta eram evitados, abandonados ou até sacrificados para espantar os maus espíritos. Êta coisa de louco!
Colocar a mão no fogo: Essa tem uma origem bem violenta! Dos tempos da fogueira da Inquisição católica! Quando alguém afirma que coloca a mão no fogo por alguma outra pessoa, está querendo dizer que confia na inocência desta pessoa. Mas na idade média, este método era utilizado para saber se o acusado de heresia era culpado ou não. Como bem conhecemos o histórico da Inquisição, podemos levar esta frase bem ao pé da letra. O réu tinha as mãos envolvidas com cera sólida, e colocavam uma barra de ferro em brasa em cima da cera! A cera, lógico, derretia e atava as mãos do réu. Passavam-se três dias e depois os inquisidores iriam retirar a cera para conferir se havia queimaduras. Se houvesse, o que acontecia sempre, o réu era condenado à morte, por que não foi protegido por Deus. Essa doeu até em mim!
Perder as Estribeiras: Quando um amigo seu fica meio maluco e descontrolado, podemos dizer que ele “perdeu as estribeiras”, mas de onde saiu este termo? A origem dessa expressão surgiu nos jogos europeus de cavalaria dos séculos 15 a 17. Muitos já devem ter imaginado a resposta, mas perder as estribeiras significava ficar sem contato com os estribos, aros que pendem de cada lado da cela, onde o cavaleiro encaixa os pés para ter apoio de se manter estável no animal. Nos jogos de cavalaria, quem perdesse as estribeiras era desclassificado. Já nas corridas do sertão do Brasil, quem perdia as estribeiras era vaiado e tinha que pagar a bebida dos amigos como punição.
Culpa no cartório: Como sempre a Igreja Católica se apresenta como a culpada de mais um desses ditados populares. Lá pelo século 13 a igreja manteve os cartórios em várias cidades para interrogar os suspeitos de heresia. Esses tribunais da Inquisição guardavam um histórico de todos os julgados em fichas, e ter seu nome em alguma daquelas fichas representava uma mancha na sociedade que dificilmente seria apagada e o individuo estava com “culpa no cartório”.

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